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Bahia Saúde Pública

Bahia investiga primeira morte suspeita por intoxicação com metanol

Vítima teria ingerido bebida alcoólica contaminada em Feira de Santana; Secretaria de Saúde acompanha o caso e alerta para riscos

03/10/2025 11h26 Atualizada há 9 meses
Por: Redação Fonte: O Globo
 Foto: Reprodução/internet
Foto: Reprodução/internet

A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) confirmou nesta quinta-feira (3) a investigação da primeira morte suspeita por intoxicação com metanol no estado. A vítima, um homem de 56 anos, morreu em Feira de Santana, no centro-norte baiano, após apresentar sintomas compatíveis com envenenamento por essa substância, frequentemente associada à adulteração de bebidas alcoólicas.

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Segundo informações preliminares, o homem teria consumido uma bebida de origem desconhecida no último fim de semana. Poucas horas após a ingestão, começou a sentir dores abdominais, náuseas, visão embaçada e outros sinais neurológicos. Ele foi levado a uma unidade hospitalar, mas não resistiu.

A morte está sendo tratada como caso de intoxicação exógena grave, e amostras da bebida supostamente ingerida foram recolhidas para análise laboratorial. A Polícia Civil e a Vigilância Sanitária também acompanham o caso para apurar a procedência do produto e possíveis responsabilidades criminais.

A diretora de Vigilância Epidemiológica da Sesab, Maria Aparecida Souza, alerta para os riscos do consumo de bebidas sem procedência. “O metanol é altamente tóxico e pode levar à cegueira, falência renal, coma e morte, mesmo em pequenas doses. A população deve evitar produtos caseiros ou sem rótulo de certificação”, explicou.

Nos últimos anos, casos semelhantes de intoxicação por metanol foram registrados em outros estados brasileiros, sempre relacionados à comercialização irregular de bebidas alcoólicas, especialmente cachaças, vodcas e licores produzidos clandestinamente.

A Sesab reforça que sintomas suspeitos após o consumo de bebida alcoólica devem ser imediatamente comunicados às autoridades de saúde. Denúncias sobre venda de produtos adulterados podem ser feitas à Vigilância Sanitária local ou pelo telefone da Ouvidoria do SUS (136).

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