Os ex-presidentes da Câmara Municipal de Ilhéus, Lukas Pinheiro Paiva e Tarcísio Santos da Paixão, foram condenados pela Justiça a pegar um gancho de 23 anos de privação de liberdade, com soma das penas de reclusão e detenção, devido aos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, falsidade ideológica, peculato, além de fraude em licitação. De modo geral, eles presidiram a Casa Legislativa, respectivamente, nos biênios 2017/2018 e 2015/2016.
Todas essas decisões foram proferidas nos últimos dias 18 e 19, as quais acatam denúncias oferecidas pelo Ministério Público estadual em junho de 2019, através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus, como desdobramento da ‘Operação Xavier’.
Outros nomes condenados pelos mesmos crimes foram: os vereadores James Costa e Valmir Freitas do Nascimento, respectivamente sete e 10 anos; Ângelo Souza dos Santos, chefe de Gabinete de Tarcísio Paixão (sete anos); Joilson Santos Sá, chefe da controladoria interna da Câmara na gestão de Lukas Paiva (três anos e seis meses); Cleomir Primo Santana, contador da empresa SCM Contabilidade (seis anos e sete meses).
Além deles, Leandro da Silva Santos, assessor da empresa Licitar (14 anos e nove meses); Ariell Firmo da Silva Batista, controlador interno da gestão Tarcísio Paixão (11 anos); Aedo Laranjeira de Santana, contador da SM Contabilidade, apontado com coordenador das operações fraudulentas da empresa (17 anos e três meses); Rodrigo Alves dos Santos, tesoureiro da Casa Legislativa na gestão Lukas Paiva e o servidor público Paulo Eduardo Leal Nascimento também foram condenados.
Os dois últimos fizeram colaboração premiada e tiveram a punibilidade extinta pela Justiça. Os anos de condenação consideram as penas de reclusão e detenção estabelecidas pela Justiça. Nos casos de Leandro Santos e Cleomir Primo, eles foram condenados nas duas decisões e os anos de condenação consideram a soma das penas das duas sentenças.
Denúncias e esquemas
As denúncias do MP apontaram esquemas de fraudes em licitações e execuções contratuais da Câmara de Vereadores, com contratos superdimensionados em razão da prévia negociação e ajuste do pagamento de propinas.
As empresas Serviços de Consultoria Contábil (SCM) e Licitar Assessoria e Consultoria foram as principais envolvidas no esquema. As investigações revelaram que elas eram sempre contratadas diretamente, por meio de sucessivos e viciados procedimentos de inexigibilidade de licitação, para atuar em funções sensíveis da Câmara.
Segundo as denúncias, a Licitar controlava os processos de contratação e a SCM assumia o controle dos processos de pagamento e da contabilidade em geral, sendo responsável pelas prestações de conta e, assim, pela “maquiagem contábil da totalidade dos esquemas de desvios praticados por todas as gestões investigadas”.
Mais de R$ 350 mil foram desviados somente nos anos de 2015 e 2016 e o esquema foi mantido em 2017 e 2018. Com auxílio da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) e Central de Apoio Técnica (Ceat) do MP, além da Coordenação de Computação Forense do Departamento de Polícia Técnica (DPT), as investigações partiram de outra ação penal proposta pelo MP quanto a esquema criminoso operado por Enoch Andrade Silva junto à Secretaria de Desenvolvimento Social de Ilhéus (Sedes), o qual se expandiu para a Câmara de Vereadores local.
Nova cin SAC de Ilhéus realiza atendimento especial para emissão da nova Carteira de Identidade
Municípios Armário Cultural da BAMIN disponibiliza livros e jogos educativos em lugares públicos de 16 comunidades de Ilhéus
Municípios CODEBA inicia obra de dragagem no Porto de Ilhéus
Municípios Prefeitura de Ilhéus decreta emergência na saúde por salários atrasados e falta de ambulâncias e medicamentos
Municípios BAMIN entrega importante etapa da obra da FIOL 1
Eleições 2024 Adélia lança pré-candidatura à prefeitura de Ilhéus: ‘hora de virar a chave’ 
Mín. 23° Máx. 24°
Mín. 23° Máx. 25°
Chuvas esparsasMín. 24° Máx. 25°
Chuvas esparsas


