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Câmara de Vereadores de Ilhéus debate políticas públicas para capoeira

A sessão ocorrerá em referência ao 3 de agosto, Dia da Capoeira

30/07/2021 11h25
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Foto: Instituto Nossa Ilhéus/Reprodução
Foto: Instituto Nossa Ilhéus/Reprodução

A Câmara de Vereadores de Ilhéus realizará uma sessão especial, na próxima segunda-feira (2), às 16 horas, para debater ações afirmativas e políticas públicas para a capoeira no município. A iniciativa foi apresentada, por meio de um requerimento aprovado pelo vereador Cláudio Magalhães (PCdoB) e terá como um dos temas específicos as justiças e as injustiças para os mestres da capoeira no município do Sul baiano. 

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A sessão ocorrerá em referência ao 3 de agosto, Dia da Capoeira. O vereador Cláudio Magalhães explicou que o debate ocorrerá um dia antes da data comemorativa pelo fato de na terça-feira acontecer sessão ordinária. “Respeitando a orientação do presidente da Câmara, Jerbson Moraes, antecipamos a discussão para a segunda-feira, dia que não há sessão ordinária”.

O vereador indicou que pretende abordar, entre outras tratativas, um projeto já aprovado no legislativo ilheense, que propõe a promoção da capoeira na integração entre a comunidades e as escolas, através de estudos e pesquisas de atividades interdisciplinares. “Estou propondo, também, que a gente construa uma possibilidade de efetivar a lei Moa do Katendê, aprovada na Bahia, de autoria da deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), que apoia a formação de capoeiristas e a incorpora no currículo escolar. Além de aprofundar essa pauta, precisamos adequá-la às realidades locais e melhorar os pontos que os capoeiristas baianos não ficaram de acordo”.

Para o parlamentar, a iniciativa é, sobretudo, uma forma de fazer justiça aos mestres. "A capoeira contribui, muitas vezes, com um trabalho voluntário que tira jovens das garras da marginalidade e do tráfico. É uma atividade cultural e esportiva importantíssima, que traz um sentimento de pertencimento daqueles que estão nas periferias da cidade, é a representatividade relevante para negros e pardos que constituem cerca de 70% da população ilheense”, afirmou.

Cláudio Magalhães destaca, ainda, que  os mestres e seus capoeiristas também são "embaixadores’"de Ilhéus. “São eles que recebem turistas nos receptivos dos hotéis, dos navios; que fazem suas apresentações no centro da cidade e embelezam a nossa cidade com a cultura pungente. Então, nessa sessão trago a reflexão e uma provocação para todo esse debate”, justificou. (Com informações do Blog do Gusmão).

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