O secretário de saúde de Ilhéus, Geraldo Magela, foi contestado pela Secretaria Estadual de Saúde (SESAB) pela afirmação de que “somente na semana passada" foi assinado o documento de transferência do hospital do Estado para o município. Conforme acerto com o governo estadual, a gestão da nova maternidade instalada no Hospital Geral Luiz Viana Filho ficaria sob a responsabilidade do município, mas a gestão municipal não concluiu o processo para licitar a empresa que vai administrá-la.
A SESAB desmentiu o secretário municipal, afirmando que desde dezembro de 2019, quando foi iniciada a reforma e ampliação do hospital, custeadas pelo governo estadual, o município tinha ciência de que ficaria responsável pela gestão da unidade.
De acordo com a SESAB, o termo de transferência assinado eletronicamente foi enviado no dia 21 de maio e a pasta vinha fazendo diversas cobranças para que o ente municipal o devolvesse com a assinatura do prefeito que faltava. O documento só foi devolvido no último dia 22 de junho, seis dias antes do aniversário da cidade,
No dia 15 de junho, uma mulher deu à luz na calçada da Santa Casa de Misericódia de Ilhéus. O caso repercutiu nacionalmente, após ser divulgado pela imprensa local. Apesar de o ocorrido evidenciar a importância do hospital materno-infantil para o município, a prefeitura não acelerou o processo para colocar a unidade em funcionamento.
Em nota, a SESAB afirmou: “Desde dezembro de 2019, início das obras de reforma e ampliação do Hospital Materno-infantil de Ilhéus, a prefeitura tinha ciência de que a unidade seria gerida pelo município. Além do atendimento obstétrico, o novo hospital ofertará cuidados intensivo e intermediário neonatal e cuidados intensivo e clínico às crianças. Na oportunidade, o termo de transferência da unidade foi assinado e enviado eletronicamente ao município de Ilhéus em 21 de maio de 2021, sendo feitas sucessivas e reiteradas cobranças à prefeitura para que assinasse, o que só foi efetivado no dia 22 de junho passado. De igual modo, a prefeitura foi informada que a contratação do fornecimento de oxigênio deveria ser feita pela organização social gestora a ser licitada sob responsabilidade municipal, como ocorre em todos os contratos de hospitais sob gestão por organização social”.
Sobre a maternidade - Apesar de pronta, a nova maternidade instalada no Hospital Geral Luiz Viana Filho, após ter sido ampliado, ainda não foi entregue por conta de adiamento da inauguração por parte da administração municipal. A nova maternidade vai ofertar atendimento obstétrico para gestantes de alto risco. Com 105 leitos, a unidade contará com Unidades de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e pediátrica, além de um moderno centro cirúrgico e obstétrico.
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