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Bienal 2026: Com recorde de autores independentes, 'Vozes da Bahia' se consolida como vitrine da nova literatura baiana

Bienal do Livro Bahia 2026 chegou ao fim nesta última terça, 21 de abril, consagrando um movimento inédito de democratização literária

22/04/2026 14h25
Por: Redação
Foto: Lucas Rosário
Foto: Lucas Rosário

 

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A Bienal do Livro Bahia 2026 chegou ao seu encerramento na última terça-feira (21) consagrando um movimento inédito de democratização literária. O projeto Vozes da Bahia, iniciativa do Governo do Estado, encerrou sua participação com números históricos: foram mais de 200 profissionais mobilizados — entre escritores, quadrinistas, coletivos de autores, saraus, cordelistas, editoras baianas e mediadores, além disso, mais de cinco mil pessoas movimentaram os espaços ocupados pelas Vozes da Bahia, seja no Auditório, Café Literário, Estande do Governo do Estado, ou Espaço Infantil, garantindo que a diversidade dos territórios baianos ocupasse o centro do maior evento literário do Nordeste.

Coordenada pela Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), a ação foi além da presença institucional. Através de um edital estratégico, o projeto permitiu que autores independentes, tivessem na Bienal do Livro Bahia 2026, a oportunidade de estar mais próximo do público, através de debates e lançamentos.

"Encerramos esta Bienal com a certeza de que cumprimos uma missão histórica. Através do edital Voz da Bahia, não apenas ocupamos um espaço institucional, mas democratizamos o acesso a esse grande palco literário do Nordeste. Ver autores independentes de diversos territórios de identidade lançando suas obras com estrutura de destaque e debatendo diretamente com o público prova que a literatura baiana é potente, diversa e descentralizada. Foram sete dias de importantes entregas, um marco que reafirma o compromisso do nosso governador Jerônimo, de transformar a Bahia em um estado de leitores e de protagonistas da sua própria escrita."

Vitrine da Diversidade

O auditório "Vozes da Bahia" tornou-se o coração pulsante dessa ocupação. Ao longo de sete dias, o espaço sediou 14 sessões de debates e palestras, além de acolher coletivos, saraus e editoras locais.

A programação plural atravessou temas que foram da literatura indígena aos desafios da era digital, conectando autores veteranos a nomes emergentes da cena contemporânea. Além do auditório principal, o Governo da Bahia marcou presença em outros três espaços, promovendo um diálogo constante entre a tradição cultural e as novas narrativas.

Uma dessas mesas no auditório levou ao centro do debate "Literatura Indígena: Textos, contextos e sarau poético", com Juvenal Payayá, Ademario Payayá, Ezequiel Vitor Tuxá, Casé Angatu, Ane Kethleen Pataxó, Adriana Pesca (mediação).

A escritora Ane Ketlheen Pataxó destacou: "Estar nesse lugar também é demarcação. Uma mesa muito importante para nós povos indígenas. Agradecemos por esse espaço que nasce para nos dar visibilidade, e dá destaque à escrita indígena, que é uma forma de resistência e luta de nós povos indígenas".

Legado para o Setor

Mais do que um evento, o Vozes da Bahia se consolida como uma política pública de fomento. Ao garantir a representação de autores de diversos territórios de identidade, o Estado reafirma o compromisso com a economia do livro e a valorização da identidade baiana, assim como destacou o escritor Alex Santana, que participou pela primeira vez de uma Bienal.

"Esse espaço para um escritor independente é extremamente importante, para promover a minha obra e de todos os 820 autores que aqui passaram. Iniciativas como essa devem se repetir não só na Bienal, mas em festas literárias que tem acontecido com regularidade na Bahia. A ideia é visibilizar esses escritores que não estão nas grandes mídias. Desejo vida longa ao Vozes da Bahia"

O impacto das ações também é percebido pelo público. Do adulto à criança, a programação foi pensada para todos os públicos. A visitante Cris Trindade, de Camaçari, ressaltou a relevância da iniciativa ao acompanhar o filho no evento: "É muito importante esse incentivo à leitura. Foi muito bonito ver tantas crianças tendo acesso a esse universo literário".

A Bienal do Livro Bahia 2026 aconteceu no Centro de Convenções de Salvador e se encerrou, deixando um saldo positivo de público e de visibilidade para a produção literária independente.

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