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Quilombolas pedem justiça no caso Willian, assassinado por policiais em Juazeiro

O grupo participou do Grito dos Excluídos, nesta quinta-feira (7), e da Quinta da Vigília, ato que está acontecendo toda quinta-feira, na Igreja São Francisco de Assis, em defesa dos povos preto, quilombolas e indígenas

11/09/2023 13h46
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Quilombolas pedem justiça no caso Willian, assassinado por policiais em Juazeiro

Familiares e amigos da comunidade quilombola de Alagadiço, em Juazeiro, norte do estado, vieram a Salvador pedir justiça pela morte de José William Santos Barros (27), assassinado durante uma ação policial ocorrida no último dia 27 de agosto. O grupo participou do Grito dos Excluídos, nesta quinta-feira (7), e da Quinta da Vigília, ato que está acontecendo toda quinta-feira, na Igreja São Francisco de Assis, em defesa dos povos preto, quilombolas e indígenas.

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Segundo carta aberta à sociedade divulgada pela comunidade quilombola, a morte aconteceu durante um campeonato de futebol na comunidade. “Willian estava andando de moto e foi atingido por disparos efeituados por policiais. Exigimos uma investigação completa e imparcial. Não queremos apenas solidariedade, mas justiça e mais medidas de segurança no nosso estado”, declarou Lindsey laianne dos Santos Barbosa, coordenadora da Associação Quilombo de Alagadiço.

Para o movimento negro da Bahia, a morte do jovem Willian reforça a urgência da implantação de câmeras nos fardamentos das polícias da Bahia. No dia 1º de setembro, representantes do Movimento Negro Unificado (MNU) se reuniram com o desembargador Lidivaldo Reaiche Raimundo Britto, no Tribunal de Justiça (TJ), para pedir agilidade na implantação das câmeras e a realização de um seminário sobre Segurança Pública, entre outras ações de combate à violência policial no estado.

“Já existem pesquisas no Brasil que provam que nos estados em que as polícias já usam as câmeras houve uma redução drástica de mortes em ações policiais, além da redução da violência nas abordagens. Além disso, a Bahia é o estado com maior número de mortes por violência policial e mortes de pessoas negras. Então, é urgente garantir medidas de segurança para a nossa população negra e periférica”, declarou o coordenador de Relações Institucionais do MNU, Ademário Costa.

Quinta da Vigília

O ato começou no dia 31 de agosto e vai até novembro, completando 11 vigílias em homenagem e por justiça ao mesmo número de quilombolas assassinados nos últimos dez anos na Bahia. Na próxima quinta-feira (14), às 18h, será a terceira vigília e contará com a presença dos familiares de mais um quilombola assassinado no estado.

A Quinta da Vigília, assim como outros atos e ações em defesa dos povos tradicionais da Bahia, estão sendo realizados pela EDUCAFRO, o Coletivo Resistência Preta, a Associação dos Grêmios Estudantis de Salvador, União Estadual de Estudantes (UEE) e o Movimento Negro Unificado (MNU), entre outros.

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