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Estresse contribui para aumento de problemas dermatológicos durante a pandemia

Estresse contribui para aumento de problemas dermatológicos durante a pandemia

01/10/2020 16h10
Por: Redação
Estresse contribui para aumento de problemas dermatológicos durante a pandemia

Situações de estresse provocadas pela pandemia do Coronavírus, assim como novos hábitos adotados para combater a disseminação do vírus,  refletem em aumento significativo de queixas dermatológicas na população. Três das principais reclamações estão relacionadas à acne, queda de cabelo e dermatites (inflamações na pele que causam coceira, vermelhidão, podendo gerar pequenas bolhas e descamação). A pele é um órgão conectado ao Sistema Nervoso do corpo humano, portanto, possível de ser afetado por situações estressantes.

Maísa Pamponet é dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e conta que mais recentemente percebeu entre os pacientes o aumento de casos de Herpes Zóster: “A grande maioria está relacionado à baixa de imunidade, a maior parte por estresse. A pessoa tem o vírus da Varicela, e com a baixa da imunidade o vírus é reativado”. 

A queda de cabelo mais comum em situações de estresse é conhecida como Eflúvio Telógeno, e pode ocorrer por estresse físico ou psicológico (alterações na saúde física ou mental). Isso acontece quando há uma aceleração da fase de involução do fio, explica a médica: “Os fios normalmente passam por uma fase de crescimento do pelo, depois uma fase de repouso e por fim uma fase de involução para a queda do cabelo. Em situações de estresse essa última fase pode ser adiantada, por isso o cabelo cai em uma quantidade maior. Pode ser provocado por estresse psicológico ou físico - neste caso quando o paciente passou por alguma cirurgia, alguma virose, febre ou outros problemas de saúde”. Isso, em geral, se inicia após três meses do evento desencadeante. Além disso, o estresse também altera a função da tireóide e com os hormônios desregulados, pode haver reflexo na queda do cabelo. 

As queixas de acne também aumentaram nesse período. A médica explica que o estresse e a ansiedade desregulam os hormônios, o que contribui para o surgimento das espinhas. Além disso, há uma tendência de pessoas ansiosas aumentarem o consumo de doces, o que pode provocar surgimento da acne. Quando há o hábito de cutucar a pele, pode ocorrer a escoriação neurótica, que geralmente tem origem também no comportamento ansioso. A médica percebeu ainda o aumento dessas lesões em regiões como queixo e ao redor da boca. Outras queixas mais comuns nesse período foram as lesões por atritos e traumas no dorso nasal, relacionadas ao uso de máscaras muito apertadas.

A ansiedade e o estresse provocam também outros tipos de compulsão que podem gerar problemas dermatológicos. É o caso da Tricotilomania (comportamento caracterizado pelo impulso de arrancar cabelo), ou a Onicofagia - o hábito de roer unhas, que provoca lesões ao redor dos dedos.  

Ressecamento das Mãos

A lavagem excessiva das mãos ou uso de álcool em gel, essenciais para o combate ao coronavírus, acabam ressecando a pele, explica Maísa Pamponet: “Esse hábito, que é fundamental para este momento, tira a camada de proteção da pele. Quando você retira essa camada de proteção, acaba ficando exposto a dermatites e mais suscetível a outros problemas, como infecções por bactérias e fungos". A orientação da médica é a continuidade da limpeza das mãos, com algumas observações que podem ajudar as pessoas com queixa de ressecamento: “Hidratar bastante essa mão vai ajudar a repor essa proteção da pele. Tentar um sabão que seja menos agressivo (com PH neutro ou sem detergentes na formulação), usar álcool ou álcool em gel só em situações em que a lavagem não seja possível, como quando a pessoa estiver na rua”. 

“Protetor solar é importante, mesmo em casa”

A dermatologista Maísa Pamponet lembra que, mesmo estando mais tempo em casa e sem tanta exposição ao Sol, o protetor solar continua sendo indicado durante o dia: “A luz do Sol que entra em casa pela janela ajuda a agravar manchas provocadas pelo melasma. O recomendado é que o paciente use um protetor solar com cor, que ajuda a bloquear a luz visível que estimula a mancha. Com o protetor transparente não é possível bloquear a luz visível. O calor também ajuda a piorar as manchas, provocando vasodilatação e essa alteração nos vasos sanguíneos piora o melasma”.

15 minutos de exposição ao Sol

A vitamina D já vem há algum tempo demonstrando baixa nos exames de pacientes, alerta a médica. Os motivos podem ser a consciência da fotoproteção, fazendo com que as pessoas fiquem menos expostas ao Sol, e/ou a dinâmica social em que pessoas trabalham mais em lugares fechados. “O uso do protetor solar deve ser feito e pode ser associado à exposição ao sol por 15 minutos, em um intervalo entre 10h da manhã e 15h da tarde, nas áreas que normalmente a gente não toma sol todo dia, como abdômen, costas, coxas. Pode ser três vezes por semana”, sugere. O ideal, quando possível, é sempre dosar os níveis de vitamina D no sangue, orienta a médica.

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