Após intervalo para almoço, os integrantes da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) (foto) retomaram há pouco o julgamento que pode tornar réus 12 denunciados pelo envolvimento no núcleo 3 da trama golpista durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pela manhã, os ministros ouviram as falas da Procuradoria-Geral da República (PGR), órgão responsável pela acusação, e dos advogados dos acusados.
A partir de agora, os ministros vão deliberar sobre questões preliminares levantadas pelas defesas, como alegações de impedimento do ministro Alexandre de Moraes para atuar como relator do caso, acesso total às provas da investigação e anulação dos depoimentos de delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
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Em seguida, o colegiado vai decidir se 11 militares do Exército e um policial federal vão se tornar réus pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
De acordo com a PGR, os denunciados do núcleo 3 são acusados de planejar "ações táticas" para efetivar o plano golpista.
Fazem parte deste núcleo os seguintes investigados:
Bernardo Romão Correa Netto (coronel);
Cleverson Ney Magalhães (tenente-coronel);
Estevam Theophilo (general);
Fabrício Moreira de Bastos (coronel);
Hélio Ferreira (tenente-coronel);
Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel);
Nilton Diniz Rodrigues (general);
Rafael Martins De Oliveira (tenente-coronel);
Rodrigo Bezerra De Azevedo (tenente-coronel);
Ronald Ferreira De Araújo Júnior (tenente-coronel);
Sérgio Ricardo Cavaliere De Medeiros (tenente-coronel);
Wladimir Matos Soares (policial federal).
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