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Secretarias de Estado visitam Ilha de Maré para conhecer projeto de placas acústicas ecológicas

O objetivo foi conhecer o inspirador projeto de placas acústicas desenvolvida pela Associação Beneficente, Educacional e Cultural Quilombolas de Ilha de Maré, utilizando resíduos da Cana Brava.

02/02/2024 às 08h13
Por: David Santos
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Secretarias de Estado visitam Ilha de Maré para conhecer projeto de placas acústicas ecológicas

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), em conjunto com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), participou, nesta terça-feira (30), de uma expedição científica na Ilha de Maré, localizada na Baía de Todos-os-Santos. O objetivo foi conhecer o inspirador projeto de placas acústicas desenvolvida pela Associação Beneficente, Educacional e Cultural Quilombolas de Ilha de Maré, utilizando resíduos da Cana Brava.

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Coordenado pela professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Climene Laura de Camargo, esse trabalho de pesquisa realizado em uma comunidade quilombola visa o desenvolvimento sustentável por meio da produção de placas acústicas. O projeto busca a proteção ambiental, o avanço sustentável da comunidade e a promoção de algo ainda pouco explorado devido à escassez de placas acústicas ecológicas no mercado nacional.

A visita técnica contou com a participação de uma equipe multidisciplinar composta por diversas secretarias, a Universidade e a Fiocruz, evidenciando a abordagem transversal do projeto. "Tivemos a oportunidade de conhecer o projeto das placas acústicas e, durante a visita, o foco se ampliou ao explorar todas as ações realizadas pela associação, envolvendo membros do quilombo", explicou a superintendente de Inovação e Desenvolvimento Ambiental da Sema, Vânia Almeida.

Conforme a diretora de Políticas e Programas da SECTI, Sahada Luedy, a visita buscou explorar oportunidades de colaboração e desenvolver soluções para o projeto Somar. A ideia é criar um sistema que produza conhecimento, transforme-o em soluções e converta essas soluções em benefícios para a comunidade. Por isso, a participação da Sema, da Sepromi e de outras secretarias é fundamental, sendo convidadas a integrar o grupo de trabalho. “Agora, é essencial coordenar esforços para abordar as questões apresentadas pela associação”, explica.

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"A Sema empreenderá esforços para apoiar o projeto, e pretendemos articular com outras secretarias para desenvolver um projeto abrangente que atenda às diversas demandas da comunidade e da associação, incluindo as placas acústicas e outras ações ambientais. Há uma variedade de iniciativas que podemos explorar para efetivamente transmitir nossa mensagem de preservação ambiental e programar políticas públicas significativas", destaca Vânia.

Um dos encaminhamentos será a articulação das ideias apresentadas, visando estabelecer um plano de trabalho e tornar o projeto mais sustentável ecologicamente, contribuindo simultaneamente para a geração de renda na comunidade. Foi consenso entre os visitantes que a integração de outras secretarias ao grupo é essencial para garantir uma articulação eficaz entre os órgãos e atender, de maneira mais eficiente, às necessidades da comunidade.

Placas acústicas ecológicas

“Nossa proposta de trabalho depende da colaboração de todos, visando atender a uma população que historicamente foi negligenciada por séculos. A comunidade não é apenas uma parceira, mas a verdadeira razão de nosso trabalho, sendo uma colaboração mútua”, explica a professora Climene de Camargo. A Associação Beneficente, Educacional e Cultural Quilombolas de Linhas de Maré é liderada por Selma, coordenando as atividades, enquanto Alonso desempenha um papel crucial na produção das placas acústicas, na fábrica chamada "SomMar".

Segundo a professora, as placas já estão patenteadas e encontram-se na fase final de aprimoramento, tornando-se prontas para uso em escolas e diversos locais que necessitam de uma acústica adequada. “Esperamos que o município e o governo do estado demonstrem interesse em adquirir essas placas para instalação em escolas, teatros e espaços públicos. Apesar das dificuldades enfrentadas com equipamentos obsoletos, estamos prontos para comercializar as placas, aproveitando as oportunidades de produção ainda disponíveis”, relata. 

 

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