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Mapeamento indica que 78 famílias refugiadas vivem em Lauro de Freitas

Pesquisa aponta que 99% dos refugiados na cidade são de nacionalidade venezuelana e 1% peruana

17/06/2022 às 13h14 Atualizada em 17/06/2022 às 20h17
Por: Redação
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Danilo Magalhães
Danilo Magalhães

Um mapeamento divulgado nesta quinta-feira (15) detalhou informações sobre o acolhimento de refugiados em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador. A cidade é destaque, na Bahia, como destino de pessoas refugiadas e migrantes.

Segundo o Mapeamento de Pessoas Refugiadas e Migrantes, realizado pela Secretaria de Políticas Afirmativas e Direitos Humanos (SEPADHIR), residem em Lauro de Freitas, atualmente, 78 famílias -- o que corresponde a mais de 300 pessoas, que vieram ao Brasil em busca de oferta de trabalho de qualidade de vida.

O documento aponta que Areia Branca, Jambeiro e Capelão são os bairros mais procurados pelos migrantes e refugiados para residir. Cerca de 80% chegaram a Lauro de Freitas por meio da Estratégia de Interiorização do Governo Federal ou com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) e ainda através do setor privado.

O mapeamento ainda aponta que 99% dos refugiados são de nacionalidade venezuelana e 1% peruana. Entre as principais habilidades profissionais exercidas por eles, estão: trabalhadores do comércio, professores, trabalhadores do campo e prestadores de serviço. 

A pesquisa foi realizada no segundo semestre de 2021. Uma escola da rede municipal na região de Areia Branca foi utilizada como base para receber as famílias que participaram dos cadastros voluntariamente. O objetivo é conhecer a realidade dos refugiados na cidade para desenvolver políticas públicas mais efetivas. Recentemente, foi inaugurado o Centro de Referência e Apoio aos Imigrantes (CRAI) que disponibiliza atendimento social, jurídico e psicológico a estas pessoas.

Utilizando a metodologia COBOL – estratégia de triagem técnica para entrevistas - a realização do Mapeamento de Pessoas Refugiadas e Migrantes contou com a participação da SEPADHIR, Universidade Salvador, Serviço Jesuíta a Migrante e Refugiados, Serviço Pastoral do Migrante de Salvador e Agência da ONU para Refugiados no Brasil.

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