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Alta no preço do algodão e dificuldade de repasse levam fábricas a reduzir produção

A alta do algodão, que chega a 37% no ano, não foi transferida integralmente para o consumidor final

09/05/2022 às 10h17
Por: Lohan Santana
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Foto: Divulgação/Abapa
Foto: Divulgação/Abapa

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel. afirmou que o setor está reduzindo a atividade em virtude das altas do preço do algodão e da dificuldade de repasse do custo mais alto da matéria-prima na cadeia.

“Temos notícias de interrupção de produção em fábricas na Índia e outros países na Ásia. No Brasil, já estamos sentindo uma profunda dificuldade de as empresas conseguirem pagar o preço desse algodão e chegar na ponta repassando esses custos aumentados”, disse Pimentel ao site Canal Rural.

De acordo com ele, a alta do algodão, que chega a 37% no ano, não foi transferida integralmente para o consumidor final. “As empresas estão tentando ajustar a sua produção à capacidade de repassar isso ao mercado e preservar a sua saúde financeira para não entrar numa espiral negativa".

Ainda segundo o presidente da Abit, há empresas brasileiras que interromperam ou reduziram a produção ou vão dar férias coletivas aos funcionários em virtude do quadro de venda travada e aumento de custos. O impacto, segundo ele, é maior em fiações e tecelagens de tecidos mais pesados, que utilizam mais algodão na composição.

O Brasil tem no algodão a sua principal matéria-prima para a produção de calças jeans, cama, mesa e banho e outros produtos de consumo. Para o presidente da Abit, hoje importar algodão não seria viável. “Algodão dos EUA não vai chegar mais barato do que o do Brasil. O algodão está caro no mundo inteiro”, disse.

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