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Vacina contra HPV reduz em até 87% casos de câncer de colo de útero

Em função disso, é natural que muitos estudos sejam desenvolvidos sobre o assunto.

20/01/2022 às 17h37
Por: Redação
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Vacina contra HPV reduz em até 87% casos de câncer de colo de útero

Uma das doenças que mais desafiam os médicos e a ciência é o câncer. A doença se manifesta praticamente em qualquer parte do corpo e, embora muito progresso já tenha sido feito, ainda continua apresentando números devastadores. Em função disso, é natural que muitos estudos sejam desenvolvidos sobre o assunto.

É verdade que muito esforço vem sendo feito, mas os resultados ainda não são ideais. A descoberta de novos tratamentos pode ajudar em muitos casos, mas uma das mais revolucionárias ideias contra o câncer é a vacinação. Esse é um método preventivo usado contra doenças virais, como gripe, raiva e covid-19, por exemplo.

Um novo estudo foi publicado na respeitada The Lancet, e traz informações de uma pesquisa longa e detalhada conduzida no Reino Unido. O Papilomavírus Humano é uma “família” de vírus que podem gerar doenças sintomáticas, ou assintomáticas, em humanos. Em mulheres, o vírus esta associado a casos de câncer de colo de útero. O que o estudo aponta é que a vacina tem sido eficaz na prevenção contra a doença.

No país, desde 2008, existe uma larga campanha de vacinação contra HPV. Em 2008, adolescentes com idades entre 12 e 13 anos receberam a vacina e, em 2010, adolescentes com idade entre 14 e 18 anos receberam. De lá para cá, os pesquisadores se dedicaram a estudar os resultados da vacinação. O que o artigo aponta é que não só os casos de câncer de colo de útero caíram em até 87%, como também houve expressiva queda nos casos de lesões pré-cancerígenas.

Os números são melhores observados quando as pacientes são agrupadas. Entre as adolescentes com idades entre 16 a 18 anos, o número de casos caiu em até 34%, enquanto que as lesões pré-cancerígenas caíram em  39% – os números são em comparação a população não vacinada de mesma idade. Já entre adolescentes que receberam a vacina entre 14 e 16 anos, os números foram ainda mais empolgantes, 62% e 75%, respectivamente. Finalmente, entre aquelas que tinham 12 e 13 anos quando receberam a vacina, os casos de câncer caíram em 87%, já as lesões caíram em 97%.

Uma das autoras do estudo, Kate Soldan, explicou que esse resultado já era esperado. ”Como esperado, a vacinação contra o HPV foi mais eficaz nas populações vacinadas com idades entre 12 e 13 anos, entre as quais a adesão foi maior e a infecção anterior menos provável”, disse.

A vacina contra a HPV é realmente recomendada para adolescentes mais jovens. No Brasil, a vacinação passa a ser recomendada para meninas até mais novas. Pelo SUS, meninas de 9 anos podem receber a vacina. Com o resultado da pesquisa, os pesquisadores esperam que a vacinação ganhe força entre pais e responsáveis. Isso porque, embora a vacina tenha se provado eficaz e segura, muitas famílias ainda apresentam resistência contra a ideia da vacinação em idade tão jovem.

No Brasil, a mesma dificuldade também é enfrentada. A vacina existe e esta disponível, mas enfrenta muita resistência. Muitos pais associam a vacina diretamente a vida sexual ativa, o que é um erro. As pacientes não precisam ser ativas sexualmente para receberem a vacina, que previne o câncer.

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