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Governo cita ‘ergonomia’ para justificar voos de autoridades na classe executiva

Bolsonaro liberou passagens na executiva para voos internacionais de mais de 7h

13/01/2022 às 17h00
Por: Lohan Santana
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Foto: Alan Santos / PR
Foto: Alan Santos / PR

Após o presidente Jair Bolsonaro editar um decreto que libera passagens na classe executiva para autoridades em viagem internacional de mais de 7h de duração, a Secretaria-Geral da Presidência justificou a medida ao “déficit de ergonomia” na classe econômica.

“O Decreto tem por objetivo mitigar o risco de restrições físicas e de impactos em saúde dos agentes públicos que precisam se afastar em serviço da União ao exterior a fim de tentar atenuar eventuais efeitos colaterais em face de déficit de ergonomia e evitar que tenham suas capacidades laborativas afetadas”, diz nota.

No comunicado, o governo alega ainda que a medida “se restringe apenas a ministros de Estado e servidores ocupantes de cargo em comissão ou de função de confiança de mais alto nível, bem como seus substitutos ou representantes em efetivo exercício”.

Criada em 2018, no governo de Michel Temer, a regulamentação anterior previa que “a passagem aérea destinada ao servidor e aos respectivos dependentes será adquirida pelo órgão competente sempre na classe econômica”. Caso a autoridade optasse pela classe superior deveria pagar a diferença com recursos próprios.

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