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Política Bahia

Wagner admite interesse em levar MDB para seu grupo e cutuca: ‘Qual o partido que cresce ao lado de ACM Neto?’

O ex-governador e pré-candidato ao Palácio de Ondina assumiu que tem sim interesse de que a legenda - que hoje integra o grupo de oposição - se junte à base petista para 2022

18/10/2021 às 10h34
Por: Lohan Santana
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Foto: Reprodução/YouTube/Arquivo
Foto: Reprodução/YouTube/Arquivo

O senador Jaques Wagner (PT) declarou, em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia divulgada nesta segunda-feira (18), que os MDB e PT baianos mantêm diálogo desde a eleição de 2018.

Ao impresso, o ex-governador e pré-candidato ao Palácio de Ondina assumiu que tem, sim, interesse de que a legenda – que hoje integra o grupo de oposição – se junte à base petista para 2022.

“Nós conversamos com o MDB desde a eleição de 18, mas não foi uma conversa para se juntar. Foi uma conversa para respeitar vários prefeitos, que queriam nos acompanhar, mas tinham compromisso com deputado federal do MDB”, disse.

“E eu, no meu estilo, e também o governador, não vou perseguir ninguém e ter prazer em esmagar as pessoas. Eu não trabalho assim. Eu trabalho na construção de hegemonia, e não na destruição de adversários. Essa linha da destruição é a do outro lado, dos 16 anos antes da gente. [No grupo de ACM Neto é assim]: ‘para meus amigos, tudo, para os adversários, nem a lei’. É assim que funcionava”.

“É isso que representa a candidatura do ex-prefeito, o passado. Na verdade, uma coisa é a idade – novo ou velho -, outra coisa é ser moderno e ultrapassado ou passado. Eu acho que quem modernizou a Bahia foi o nosso grupo. Por exemplo, é só olhar: qual o partido que cresce ao lado dele [ACM Neto]?”, questionou. “Nenhum. No nosso grupo, todo mundo cresce. Por isso o grupo se mantém”, afirmou Wagner.

“Então, não tivemos nenhuma postura de esmagar quem já estava bastante debilitado, que era o MDB, em 2018. Isso, portanto, criou relação que nós tivemos. Agora, a gente conversa, mas não tem nada decidido. Eles estão na base do atual prefeito, ou seja, do grupo de lá. Tenho que esperar a evolução. Mas, se você quer saber se eu tenho interesse, claro que eu tenho”.

“Eu acho que ninguém ganha na eleição criando adversário, inimigo, eu acho que ganha na política trazendo aliados, sem perder a sua coluna vertebral”, continuou.

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